quinta-feira, janeiro 27, 2005

Lídia

Não creias,
Lídia, que nenhum estio
Por nós perdido possa regressar
Oferecendo a flor
Que adiámos colher.

Cada dia te é dado uma só vez
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.

Mais tarde será tarde e já é tarde.
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rasto
Que o não-vivido deixa.

Não creias na demora em que te medes.
Jamais se detém Kronos cujo passo
Vai sempre mais à frente
Do que o teu próprio passo.
Sophia M. Breyner Andersen

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

"It is not in the stars to hold our destiny but in ourselves."


William Shakespeare

28 de janeiro de 2005 às 10:47  

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